21 de outubro de 2009

MODELOS DE LETRAMENTO E AS PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO NA ESCOLA







A partir da leitura do texto “Modelos de letramento e as práticas de alfabetização na escola” (KLEIMAN, 2006), e do estudo da apresentação, pode-se dizer que a escola, sendo a mais importante agencia de letramento, não se preocupa com o letramento social e sim com um tipo de letramento, o escolar, porque a ela foi concebida historicamente esta função, o de direcionar seu trabalho exclusivamente para o processo de aquisição de códigos, ensinarem o reconhecimento das letras e números (alfabético, numérico), com isso diferenciando somente os ditos alfabetizados dos analfabetos.


A escola não tem formado sujeitos letrados e essa concepção de aprendizagem da linguagem da escrita com o desenvolvimento da linguagem abstrata choca-se com as práticas entendidas como leitura crítica e resgate da cidadania.





O exemplo de modelo de letramento ideológico permite discutir os pressupostos do modelo de letramento autônomo, relativizando e tornando-se um elemento potencial de transformação da prática escolar.

LEITURA, ESCRITA E ORALIDADE





Os professores têm a obrigação de falar e ler “correto”, abordar a leitura, sem considerar a escrita, é uma tarefa que não conseguiríamos levar adiante, pois a leitura e a escrita depende de regras da língua padrão.

É necessário que aja uma modificação nos métodos de aproximação dos fatos gramaticais, para que haja proveito para nossos alunos e que estes possam, ver as vantagens de uma reflexão sobre a língua, que resulte mais tarde numa sistemática desejável.

Acredito que ler e falar corretamente contribuirá para o aluno se preparar para ser inserido na sociedade. Ler e falar corretamente faz com que a pessoa se sinta mais confiante e com a “sensação” de que é parte integrante do meio. É uma das formas de desenvolver a autonomia.

CONCEITOS E FUNÇÕES DA EJA



Parecer CNE/CEB 11/00 - Conceito e funções da EJA


  • FUNÇÃO REPARADORA DA EJA, no limite, significa não só a entrada no circuito dos direitos civis pela restauração de um direito negado: o direito a uma escola de qualidade, mas também o reconhecimento daquela igualdade ontológica de todo e qualquer ser humano.


  • FUNÇÃO EQUALIZADORA DA EJA vai dar cobertura a trabalhadores e tantos outros segmentos sociais como donas de casa, migrantes, aposentados e encarcerados. A reentrada no sistema educacional dos que tiveram uma interrupção forçada seja pela repetência ou pela evasão, seja pelas desiguais oportunidades de permanência ou outras condições adversas, deve ser saudada como uma reparação corretiva, ainda que tardia, de estruturas arcaicas, possibilitando aos indivíduos novas inserções no mundo do trabalho, na vida social, nos espaços da estética e na abertura dos canais de participação.

  • FUNÇÃO QUALIFICADORA DA EJA – A tarefa de propiciar a todos a atualização de conhecimentos por toda a vida é a função permanente da EJA que pode se chamar de qualificadora. Mais do que uma função, ela é o próprio sentido da EJA. Ela tem como base o caráter incompleto do ser humano cujo potencial de desenvolvimento e de adequação pode se atualizar em quadros escolares ou não escolares.


A escola deve prever a seqüência mais adequada de tratamento dos componentes curriculares em espaços ou módulos de tempo, possibilitando ao aluno transitar por este currículo de acordo com o seu ‘tempo próprio’ de construção das aprendizagens.

A fixação da duração do curso é uma prerrogativa da Lei; a organização desse tempo é uma tarefa pedagógica; tornar viável esse cumprimento é uma solução a ser buscada na esfera administrativa.

O MENININHO


“O professor, além de ensinar, passa a aprender e o aluno além de aprender passa a ensinar. Nesta relação professor e aluno avançam no tempo. O professor construirá sua docência dinamizando seu processo de aprender. Os alunos construirão a cada dia sua discência, ensinando aos colegas e professor novas coisas, isto avança o processo de construir conhecimentos.” Paulo Freire






Em “O menininho”, de Helen Buckley, em que a professora dava modelos prontos e os alunos tinham que reproduzi-las mecanicamente, foi gradativamente podando a criatividade e a espontaneidade do menino.



A comunicação entre professor e aluno, é o fator determinante para que se tenha um aprendizado significativo, enfocando os princípios de valores, cooperação, ética, de forma que se oportunizem as trocas e vivências, sabendo lidar com as diferenças e a individualidades, respeitando cada um em sua diversidade e singularidade.


Os desafios a serem vencidos e os objetivos atingidos, baseiam-se em saber reconhecer as necessidades e os desejos do aluno, criando uma relação de confiança, dando oportunidade para que o aluno trabalhe de forma independente e que os mesmos tenham responsabilidades pelo planejamento de suas atividades.


Não quero ser como a professora da história, quero poder fazer a diferença na formação destes alunos, que possam desenvolver ações a partir de suas potencialidades, buscando caminhos satisfatórios para a compreensão do conhecimento, propiciando condições para a construção da autonomia, da cidadania e de uma sociedade emancipatória e justa.








COMÊNIO



Comênio já abordava sobre a necessidade de dar educação a todos, sem distinção de sexo, chamando a atenção dos educadores para a importância de se respeitar a capacidade de compreensão do aluno, como seres humanos dotados de inteligência, sentimentos e limites, usando um método onde os alunos aprendessem uma aprendizagem significativa e não decorassem simplesmente.

Esta aprendizagem deve ser iniciada pelos sentidos, da preocupação, da experiência do aluno e não a partir de teorias abstratas.



Comênio mostra a importância do bom relacionamento entre professores e alunos e a importância de oportunizar situações onde os alunos com maior facilidade de aprendizagem auxiliem os que têm maior dificuldade (cap. 19).




A obra mais importante de Comênio, "Didática Magna" (1657), marca o início da sistematização da pedagogia e da didática no Ocidente, inicialmente escritacomo "Didática checa", na qual ele desenvolveu suas idéias sobre o ensino. Já no prefácio, Comênio revela seu interesse pelo método: "A proa e a popa da nossa Didática será investigar e descobrir o método segundo o qual os professores ensinem menos e os estudantes aprendam mais."

Procuro a partir da experiência dos alunos, desenvolver estas habilidades em minha práxis, oportunizando situações em que os alunos exponham o que já sabem sobre o assunto trabalhado, que troquem experiências, que pesquisem e construam alternativas para a solução de problemas de forma a valorizar os saberes e aprendizagens dos alunos.

FORDISMO E TAYLORISMO


Realizando a leitura do texto de Santomé, este chama a atenção para as mudanças ocorridas a partir do século XX, referente à necessidade de introduzir as questões sociais e os problemas diários enfrentados na sala de aula. De acordo com as idéias de Taylor, os trabalhadores não podiam participar dos processos de decisão. Assim como no Fordismo, que demonstra uma filosofia que os interesses e as necessidades dos trabalhadores não tinha importância, somente o que eles produziam, trabalhando mecanicamente, sem compreender o todo, nem o sentido do que faziam.


Isto se refletiu na educação, onde os conteúdos que formaram o currículo escolar eram trabalhados de forma isolada, ignorando que o verdadeiro sentido da escola existir é o de preparar cidadãos para compreender, julgar e intervir na sua comunidade, de uma forma responsável, justa, solidária e democrática.


É evidente que a educação ao longo da história ainda se depara com problemas decorrentes das filosofias do Taylorismo e do Fordismo, pois os professores não recebem a devida valorização e nem seus alunos.

18 de outubro de 2009

ALFABETIZAÇÃO E A PEDAGOGIA DO EMPOWERMENT POLÍTICO


No texto “Alfabetização e a pedagogia do empowerment político” de Henry Giroux, o autor fala da descentralização de poderes pelos vários níveis hierárquicos da organização, permitindo a criação de maior motivação nos trabalhadores, motivação para a liberdade e livre iniciativa, ou seja, a autonomia. Freire revela a consciência política do ato educativo, baseado na problematização da realidade do aluno, dentro do contexto educativo, na busca da reflexão e da criticidade, apostando no ato pedagógico para a construção da libertação do indivíduo.
Freire nos aponta a importância e a necessidade de uma reflexão na qualidade de educadores, devemos criar o senso crítico buscar os conhecimentos e as vivências dos educandos como instrumento de aprendizagem. As condições mínimas para que exista a inclusão é ler e escrever.

SURDEZ






Constatamos que existem dificuldades até hoje em relação a esse tipo de diagnóstico, que realmente, há uma resistência, seja por falta de conhecimento, de cultura e do próprio preconceito, e até por vergonha da sociedade. Muitas vezes confinam essas crianças em suas próprias casas.

Isso se confirma como mostrado no filme, onde a sociedade trata Jonas como um incapaz, que não tem condições de realizar qualquer tarefa sozinha, e em função disso os pais deveriam mantê-lo afastado da rua, de tudo e de todos, simulando uma falsa proteção.

Mesmo diante de todas as dificuldades e todos os empecilhos, sempre existe alguém, que entende e que consegue se relacionar com a pessoa procurando alternativas para integrá-la na sociedade, como no filme.

Apesar de ser ficção, “a história de Jonas”, é uma realidade.

Há a necessidade de entender a situação das famílias e ter sensibilidade para perceber que estas pessoas se preparam para uma situação dita “normal” e se deparam com uma realidade “diferente”, e nestes casos são obrigadas a se ajustarem e a buscar alternativas que aliviem seu sofrimento e também, mascarar, camuflar esta situação para os que estão ao seu redor, de forma que estes não se sintam constrangidos ou incomodados.

Acredito que para haver a interação com as pessoas surdas, o aspecto mais importante é a língua de sinais. O surdo sabe ler e escrever, desta forma pode se comunicar. Para que haja uma comunicação e uma interação, tenho a necessidade, além de conhecer a Língua Brasileira de Sinais – Libras, também a Cultura Surda, através da vivência em sua comunidade.

18 de junho de 2009

O CLUBE DO IMPERADOR

O filme O Clube do Imperador, trata de um drama que envolve um professor de história, Sr. Hundert e um aluno que é obrigado pelo pai a estudar, Sedgewick Bell.
Desde o primeiro dia de aula, a insolência e a displicência estão presentes nas atitudes de Bell, tentando chamar a atenção de todos com suas gracinhas de mau gosto. Hundert o aconselha a deixar a estupidez de lado e estudar, empresta-lhe um livro dizendo que todas as matérias e assuntos estão nele e que irão ajudá-lo no Concurso Julio Cesar e o vencedor ganhará um coroa de louros como na Roma Imperial. Bell se dedica aos estudos.
O drama tem inicio quando Hundert está avaliando o ensaio dos alunos e fazendo a lista dos classificados, ao perceber que Bell foi bem nas provas mas não ficou entre os três finalistas, Hundert entra em conflito. Hundert acredita que Bell merece uma chance, mesmo sabendo que outro aluno tinha se saído melhor nas provas, deixa seus princípios éticos de lado e levado pela emoção, coloca Bell entre os três finalistas.
Durante a final do concurso, Hundert percebe que Bell está colando e tentando corrigir uma injustiça, pois para o professor, a vida de um cidadão deveria ser regida por princípios de integridade e honestidade, comunica o diretor o que estava ocorrendo. E então percebe que os valores que ele pregava e acreditava não eram compartilhados pelo diretor, que ao saber do fato simplesmente diz a Hundert para ignorar o ocorrido, pois o pai de Bell estava presente, um senador sem escrúpulos e com uma visão de valores corrompidos e deturpados, o qual só importa o poder e desprezando qualquer constituição de caráter e integridade.
Desacreditado na capacidade de a escola mudar o caráter do ser humano, Hundert se decepciona, numa tentativa de aplacar sua consciência moral e ser justo, faz então uma pergunta que não estava no contexto e que Bell responde dizendo não saber quem era Shutruk Nahunt, fazendo assim que o outro candidato fosse o vencedor.
Na decisão de Hunter, os princípios morais envolvidos foram a ética, integridade, justiça e caráter.
Quanto à decisão de Hundert em relação à manipulação dos resultados das provas para a classificação final e do resultado final do concurso, acredito não ter sido uma decisão correta, pois nas duas situações ele se deixou levar primeiramente pela emoção e não pela razão. Na tentativa de recuperar Bell e acreditar ser capaz de mudar o seu caráter e sua conduta, esqueceu de todos os princípios que acreditava e pregava, a ética e a retidão de conduta, o que o levou a um grande conflito moral e a culpa por ter prejudicado o aluno desclassificado.
E a questão de Hundert ter pedido desculpas a Martin vinte e cinco anos depois, deve-se ao fato que, Bell investiria alguns milhões de dólares na escola se tivesse uma revanche do concurso e que Hundert fosse o mediador, novamente Bell lhe mentiu e enganou. Levando-o dessa forma pedir a Martin desculpas e se redimir, confessando seu fracasso como professor. Martin não se sentiu prejudicado e disse a Hundert que ele não podia se culpar por um único fracasso. Os outros alunos provaram a Hundert que ele não havia falhado como professor, e por melhor que seja o professor, este não tem o poder de “moldar” o caráter de uma pessoa, a menos que a própria pessoa permita.

5 de maio de 2009

Inclusão


“O desenvolvimento humano é o resultado dos processos de mediação do sujeito com seu contexto sociocultural.” VIGOTSKY
Entende-se por inclusão a garantia a todos, do acesso continuo ao espaço comum da vida em sociedade. Do ponto de vista burocrático, cabe ao corpo diretivo buscar orientação e suporte das associações de assistência e das autoridades médicas e educacionais sempre que a matrícula de um aluno com necessidades especiais é solicitada.
A construção desse modelo implica transformar a escola, construir e pôr em prática no ambiente escolar uma pedagogia que consiga ser comum a todos os alunos no que diz respeito ao currículo, à avaliação e, principalmente, as atitudes.

PRINCÍPIOS EDUCACIONAIS INCLUSIVOS
  • Garantia do direito de todos à educação;
  • Reconhecimento e valorização da diversidade;
  • Acesso e condições de permanência;

Continuidade de estudos no ensino regular.


DECLARAÇÃO DE SALAMANCA (1994)

  • Escolas regulares com orientação inclusiva
  • Meio mais eficaz de combater atitudes discriminatórias
  • Alunos com necessidades especiais – acesso à escola regular
  • As escolas devem acomodar todas as crianças (Brasil, 2006, p. 330)


    Artigo 5º da Resolução 02/2001 CNE (2001) - Institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. p. 2.


Alunos com necessidades educacionais especiais


I - Dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de desenvolvimento que dificultem o acompanhamento das atividades curriculares, compreendidas em dois grupos:
a) aquelas não vinculadas a uma causa orgânica específicas;
b) aquelas relacionadas a condições, disfunções, limitações ou deficiências;

II – Dificuldades de Comunicação e Sinalização diferenciadas dos demais alunos, demandando a utilização de linguagens e códigos aplicáveis;

III - Altas habilidades/superdotação”



“A Educação deve ser um processo de construção de conhecimento ao qual ocorrem, em condição de complementaridade, por um lado, os alunos e professores e, por outro, os problemas sociais atuais e o conhecimento já construído” Fernando Becker


Projeto de Aprendizagem

Vou aproveitar este espaço para falar de minhas angústias durante a realização desta atividade.
Depois de muitas informações desencontradas, um dizia uma coisa, outro mostrava outra coisa, desta forma fomos construindo nosso PA. No inicio da construção, as dúvidas e verdades provisórias, ao menos para nós era o que parecia, estavam nos levando no caminho certo.
Até estávamos empolgadas, por que era uma forma nova de pesquisa, muito mais instigante e realmente se tinha mais vontade de fazer a atividade. Criamos em várias versões os mapas, utilizando o programa. Postamos. E a cada postagem parecia que cada vez estávamos mais longe do que era pedido. Estávamos erradas.
Chegou a ponto de não sabermos o que realmente era para fazer.
Daí, depois de tanta reclamação e desencontro, uma aula explicando o que de fato era para fazer e como fazer. Perguntei por que não tinham feito isso desde o começo. A resposta que tive foi que daí não teria graça, teríamos que descobrir errar, buscar, mudar, inovar.
Confesso que a partir disto fiz tudo muito injuriada e sem motivação alguma. Quando fico pensando no ocorrido lamento, pois se tivesse tido todas essas informações deste o começo, acredito que o trabalho teria ficado muito melhor.
Depois de muito erro, aprendi que um PA deve ter contexto, prender a atenção de quem estiver lendo, de forma clara e objetiva. A questão principal deve incentivar a busca de mais informações, como se estivéssemos em busca de um sabor, algo novo.
A partir das dúvidas e certezas provisórias bem fundamentadas e transformadas em certezas é que um PA vai se tornar interessante, dinâmico, inovador e construtor de conhecimentos, bem como outros aspectos relacionados, como o design, os registros durante a construção.
Espero poder construir um PA melhor depois de ter conhecimentos de todos esses procedimentos, até porque como é uma coisa nova em nosso cotidiano, a resistência é inevitável. O medo de fazer algo errado ou muitas vezes incompleto faz com que se desperdice a oportunidade de adquirir mais conhecimentos.Como em toda a aprendizagem, seja ela qual for, só se aprende pela dor. Não que neste caso tivesse sido dolorido, mas foi sofrido. Não saí ilesa. Ficaram cicatrizes.

O dilema do Antropólogo Francês

Dilema é um problema que oferece duas soluções, sendo que nenhuma delas é aceitável

Acredito que a atitude do antropólogo é baseada em suas próprias análises, e ao se deparar com a cultura e as crenças daquele povo, optou por respeitá-los, no momento a função dele era somente de analisar, observar, pesquisar e estudar os nativos e sua cultura, modo como viviam.

Não era a função dele, naquele momento, interferir na harmonia e convivência dos nativos.
A necessidade que o antropólogo tinha de conquistar o povo, acredito que era somente para poder conhecer melhor seus costumes, crença, ter as informações mais precisas e sem deturpações, ou seja, para poder ter mais subsídios para sua pesquisa, mesmo usando as informações, as atitudes dos nativos e as observações feitas pelo próprio antropólogo, mas sem a interferência dos habitantes.

Como aparentemente, a intenção do antropólogo era passar despercebida pelos nativos, tanto quer ele não queria interferir no modo de vida deles, optou por mentir para não ter que mudar sua avaliação e julgamento, e também porque não tinha idéia do que aconteceria ao povo e de que forma reagiriam.

Ele se obrigou a tomar uma postura enfrente ao questionamento do nativo e mentiu, mas, eles tinham esta crença da pele branca e a resposta que o nativo queria ouvir do antropólogo era esta. Até porque, nem os próprios nativos saberiam, talvez como agisse se fossem desacreditados, eles não estavam preparados para isso.

30 de abril de 2009

Ancestralidade

Através da leitura do texto Em busca de uma Ancestralidade Brasileira e da aula presencial constatei melhor a importância de pensar e repensar a identidade. É preciso trazer a figura dos antepassados para dentro da escola. É preciso fazer com que nossas crianças possam buscar a riqueza dos ancestrais. Isso fará com que compreendam a importância da identidade enquanto sujeito, integrante de uma sociedade.

O PARECER CNE/CP Nº 003/2004, DE 10/3/2004, homologado em 19 de maio de 2004, estabelece as diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e traz orientações de como a lei 10.639/2003 deve ser implementada. Este Parecer é pertinente às Diretrizes Curriculares para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, e visa regulamentar a alteração ocasionada à Lei 9394/96 de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, pela Lei 10639/2003 que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana na Educação Básica.
De acordo dados do Censo de 2002, foi constatado que 45% da população do País é negra. A urgência do estudo de assuntos decorrentes da história e cultura afro-brasileira e africana, as contribuições histórico-culturais dos povos indígenas, devem ser parte integrante dos estudos do cotidiano escolar. Analisado por este prisma, o assentamento dessa inclusão em prática de maneira decidida e apropriada no cotidiano da vida escolar, certamente, estaremos trabalhando com indicadores da qualidade da educação, considerando a pluralidade étnica e as características regionais que fazem parte da realidade brasileira.

A escola deveria contribuir para que princípios constitucionais de igualdade fossem viabilizados, mediante ações e com questões da diversidade cultural, indicando a necessidade de se conhecer e considerar a cultura dos diversos grupos étnicos.

Pedagogias de combate ao racismo e a discriminações devem ser elaboradas com o objetivo de fortalecer entre os negros e despertar entre os brancos a consciência negra. Para Borges (2002) a própria noção de identidade de uma cultura se dá por meio da consciência de suas diferenças em relação às outras culturas, sem que, para tanto, se criem juízos de valor que desqualifique uma em detrimento de outra .

"A aspiração de ser reconhecido como ser humano corresponde ao valor que chamamos de auto-estima. Ela leva os negros a desejarem libertar-se do estado de inferioridade a que foram relegados e desejarem libertar-se do estado de inferioridade a que foram relegados e desembaraçar-se das imagens depreciativas de si mesmos.
Particularmente, leva-os a lutar contra o racismo que representa, acima de tudo, uma negação de identidade configurada pela negação radical do valor das heranças histórica e cultural de onde advêm a discriminação e a segregação (D’Adesky, 1997)."

29 de abril de 2009

Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos

Empirismo

Na epistemologia empirista, a única fonte de conhecimento humano é a experiência adquirida em função do meio físico mediado pelos sentidos. Na perspectiva empirista, o ensino se dá centrado no professor que dita, fala, decide, ensina, pois crê que somente ele pode produzir algum novo conhecimento no aluno. Este, por outro lado, só aprende se o professor lhe ensina, lhe transfere o conhecimento.
Assim, o papel do aluno é escutar passivamente, executar ordens em silêncio, quieto, repetindo quantas vezes for necessário, até aderir em sua mente o conhecimento transmitido pelo professor. O sujeito encontra-se, por sua própria natureza, vazio, como uma "tábula rasa", uma folha de papel em branco.
Para Locke, o homem não pode atingir a verdade definitiva, pois tem nos fatos, e não nele, a fonte principal para tal explicação. Refuta a idéia das teorias inatas e com isso destaca a importância da educação e da instrução na formação do homem.
A pedagogia para os empiristas é diretiva. O aluno aprende se e somente se, o professor ensina.
O professor acredita no mito da transferência do conhecimento. O professor possui o saber e detém o poder estabelecido por hierarquia: "O professor ainda é um ser superior que ensina a ignorantes. O educando recebe passivamente os conhecimentos, tornando-se um depósito do educador" ( Freire, 1985, p. 38).

Apriorismo

A epistemologia apriorista opõe-se ao empirismo por considerar que o indivíduo, ao nascer, traz consigo, já determinadas, as condições do conhecimento e da aprendizagem que se manifestarão ou imediatamente (inatismo) ou progressivamente pelo processo geral de maturação. Toda a atividade de conhecimento é exclusiva do sujeito, o meio não participa dela.
Essas idéias inatistas seriam submetidas ao processo maturacional de forma pré-determinada ou a priori. A base do apriorismo é, portanto, que o sujeito está para o objeto, sem a interferência do meio.
A pedagogia apriorista é não-diretiva, difícil de viabilizar, portanto não é fácil de detectar sua presença na prática da sala de aula. O professor é um auxiliar do aluno, um facilitador.
O aluno já é um saber que ele precisa, apenas, trazer à consciência, organizar, ou ainda, rechear de conteúdo. O professor deve intervir o mínimo possível.


Construtivismo

O construtivismo ou interacionismo representa uma postura epistemológica que compreende a origem do conhecimento na interação do sujeito com o objeto.
Piaget traçou parelelos e analogias entre a Biologia e a Psicologia e mostrou que a inteligência é o principal meio de adaptação do ser humano. A inteligência não cria organismos novos, mas constrói mentalmente estruturas suscetíveis de aplicar-se às estruturas do meio.
Ela constitui uma atividade organizadora cujo funcionamento prolonga o da organização biológica e o supera, graças a elaboração de novas estruturas. A epistemologia construtivista propõe que o conhecimento não é dado como algo terminado, acabado. Um dos pressupostos do construtivismo é que nossa estrutura cognitiva está configurada por uma rede de esquemas de conhecimentos, os quais dependem do nível de desenvolvimento e dos conhecimentos prévios do sujeito aprendente.
No construtivismo, o sujeito e o objeto não são estruturas separadas, mas constitui uma só estrutura pela interação recíproca. Nesse sentido, a fim de propiciar que o aluno seja ativo e protagonista, na construção do conhecimento, surge a necessidade de o professor exercer um papel igualmente ativo, pois é ele quem dispõe das condições para que o aluno acione seus conhecimentos prévios, , o professor além de ensinar, aprende aquilo que o aluno já construiu até o momento, quer dizer “quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender” (FREIRE, 1996, p. 23).

7 de dezembro de 2008

Plano Individual de Estudo


As atividades desenvolvidas no Eixo V, me fizeram refletir em relação a Gestão Escolar, a Organização do Ensino, a Escola, e a Sociedade, a Vida Adulta, aos Projetos de Aprendizagens e contribuíram no sentido de repensar, de aprender, como se atualizar (ensinar e aprender) diante desse quadro de rápido desenvolvimento dos conhecimentos.
Que não é necessariamente obrigada a seguir conteúdos estabelecidos, isto ficou evidente na Interdisciplina do Seminário Integrador V na atividade do Cmap Tools.
Consegui me apropriar das leituras sugeridas com mais segurança, em função das atividades solicitadas, busquei outros recursos e outros autores que falavam do mesmo assunto.
Quanto ao recurso do PIE-IV referente a trabalhos em grupo, não saiu conforme o planejado. Acredito que devo trabalhar um pouco mais este assunto no próximo eixo.
Acredito de ser de grande importância esta avaliação sobre o meu PIE para avaliar meu crescimento como aluna e também o cumprimento em grande parte do que foi por mim proposto.

“A educação como processo socializador,de Émile Durkheim

Com a leitura do texto “A educação como processo socializador: função homogeneizadora e função diferenciadora”, de Émile Durkheim, a minha reflexão é a seguinte.
- Segundo Durkheim o “ideal” tem por função suscitar na criançaum determinado número de estados físicos e mentais que a sociedade considera como indispensáveis a todos os seus membros. Certos estados físicos e mentais, que o grupo social particular considera igualmente indispensáveis a todos que o formam.
A educação é o resultado de uma ação entre duas gerações – a adulta e a jovem. O adulto é representante e transmissor de conhecimentos, atitudes e valores, de modo que o jovem sendo o receptor aprende esses conhecimentos e valores, visando desenvolver a inteligência e métodos de raciocínio.
Os indivíduos quando educam agem em nome e por delegação da sociedade.
A educação age na formação do caráter do indivíduo e na integração do jovem na sociedade.
O indivíduo desejando melhorar a sociedade melhora a si mesmo, já a sociedade através da educação, tem por objeto engrandecê-lo e torná-lo criatura verdadeiramente humana.
A finalidade da educação é constituir esse ser social em cada um de nós.
A educação consiste numa socialização das novas gerações, determinando em cada um o ser individual e o coletivo.

6 de dezembro de 2008

Max Webber “Os três tipos de dominação legítima”


Conforme descrito por Max Weber, existem três tipos puros de dominação legítima: - Dominação Tradicional: Predomina a dominação patriarcal, é de caráter comunitário. Quem ordena é o “senhor” e os que “súditos” obedecem. Fixa-se na tradição (ordens). O quadro administrativo é inteiramente dependente do senhor e não existe nenhuma garantia contra o seu arbítrio. - Dominação Carismática: Devoção afetiva ao poder da oratória ou poder intelectual, se sustenta pela crença dos subordinados, nas qualidades excepcionais do “líder”. O tipo que manda é o “líder”, obedecido pelo “apóstolo” (defensor) O quadro administrativo é escolhido pelo carisma e vocação pessoal e não pela qualificação. Não existem regras na administração, é característica deste tipo de dominação a criação momentânea e decisões. Dominação Legal: Este é o modelo apresentado na escola da minha comunidade. Em virtude do Estatuto. Segue regras segundo uma lei, que é aceito por todos os integrantes. Dominação burocrática – pode-se criar qualquer direito e modificá-lo, estabelece a crença na legitimidade. O grupo dominante é eleito e o quadro administrativo é nomeado pelo mesmo.

Ser professor e suas implicações históricas

Quando comecei o magistério, tinha uma porção de sonhos e expectativas. Não queria ser a personificar de minhas professoras, do tipo tradicional, que entravam na sala de aula e despejavam todo seu “conhecimento” de forma mecânica. Existia uma distância muito grande entre professor e aluno.
Para Freire, a prática pedagógica não se faz apenas com ciências e técnica, é necessário o diálogo. Cabe ao professor favorecer a busca do saber através do diálogo. O diálogo entre professor e aluno é comprovadamente um momento de aprendizagem.
Tenho que reconhecer que o aluno possui dentro de suas limitações, saberes, suas próprias experiências e estabelecer uma relação baseada no respeito mútuo. Assumir uma autoridade democrática e consciente de minhas decisões.
É minha a tarefa dar apoio moral, despertar sentimentos de segurança, capacidade e confiança, desenvolvendo assim no aluno sua autonomia.
Segundo Freire “a afetividade é um compromisso a ser selado entre professor-aluno, não comprometendo seu dever enquanto profissional”.

5 de dezembro de 2008

FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO


O Conselho Municipal de Acompanhamento, Controle Social, Comprovação e Fiscalização do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB do município de Itati, contribui de modo a oportunizar a participação de diretores, professores, pais , alunos e servidores das Escolas Municipais Fundamentais de Itati e da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, no acompanhamento e controle social dos recursos do Fundo.
O Conselho Municipal do FUNDEB desempenha suas incumbências essenciais, as quais justificam sua existência, com a finalidade de acompanhar e controlar os recursos do FUNDEB. Supervisiona o Censo Escolar, a fiscalização como representantes da comunidade, a aplicação dos recursos repassados ao município. O acesso democrático e universal das crianças à escola de qualidade, as condições de permanência da criança na Escola, assim como seus desenvolvimentos saudáveis, sociais, psíquicos e intelectuais.
As visitas são realizadas de forma periódica, por membros do Conselho Municipal do FUNDEB às Escolas Municipais do Ensino Fundamental, de forma individual e em grupo. As condições gerais das instalações materiais e pedagógicas são verificadas pelos conselheiros, bem como a presença regular dos alunos na escola, a assiduidade dos professores, a freqüência dos alunos, ao mesmo tempo estabelece contatos com os pais de alunos, no sentido de fiscalizar, ouvir, sentir, orientar e avaliar.
O Conselho é constituído por 10 membros sendo um representante da Secretaria Municipal de Educação ou órgão equivalente; um representante dos professores das escolas públicas de educação básica; um representante dos diretores das escolas públicas Municipais; um representante dos servidores técnico administrativos das escolas públicas Municipais; dois representantes dos pais de alunos da educação básica pública Municipal; dois representantes dos estudantes da educação básica pública Municipal; um representante do Conselho Municipal de Educação; um representante do Conselho Tutelar.
Os membros do Conselho são indicados em pares, por seus respectivos segmentos sendo um titular e o outro suplente.
A forma como o Conselho divulga os resultados de seu trabalho a comunidade educacional é através do balancete financeiro dos recursos vinculados, mensalmente; reuniões trimestrais; declaração das operações financeiras e orçamentárias e pelo parecer de regularidade dos recursos aplicados.

GESTÃO DEMOCRÁTICA NA E DA EDUCAÇÃO: CONCEPÇÕES E VIVÊNCIAS



A partir a leitura do texto “Gestão democrática na e da educação: concepções e vivências” de Isabel Letícia Pedroso de Medeiros e Maria Beatriz Luce e após analisar o mapa conceitual da gestão democrática proposto pela Interdisciplina Organização do Ensino Fundamental foi possível refletir que para haver democracia em uma organização escolar é necessário a participação de todos os segmentos da comunidade e a instituição.
Na gestão democrática, a participação efetiva de professores, funcionários, pais e responsáveis, pessoas da comunidade, nas decisões e execução de ações propostas, na elaboração do projeto político pedagógico, na criação do conselho escolar, na eleição de diretores, na prestação de contas de forma transparente, oportuniza maior autonomia para que os envolvidos neste processo discutam sobre suas dificuldades e encontrem soluções mais adequadas para resolvê-las.
A gestão democrática contribui para a construção de uma educação, em que todas as crianças, jovens e adultos possam se desenvolver como sujeitos construtores da sua cidadania.
Posso dizer que, em relação a gestão democrática, minha escola, comparada com a organização proposta no mapa, caracteriza-se pela participação direta de todos os agentes sociais, o conselho escolar é um elemento atuante, os recursos são descentralizados, pois são realizadas reuniões com todos os segmentos e decide-se o que e de que forma será utilizado isto em benefício de todos e da escola, a eleição de diretor é feita de forma direta.
A escola possui plano politico pedagógico, construido e aprovado pela cominidade escolar, com todas as aspirações necessarias em busca de um ensino de melhor qualidade.
Quanto as possibilidades/necessidades em relação ao que foi estudado até agora, percebo que a gestão democrática aponta para uma necessidade de valorizar e considerar a diversidade do cenário social, ou seja, tirar do Estado as responsabilidades, pois está sobrecarregado, transferindo poderes e funções para o nivel local, visando assim a dita “autonomia”.