22 de setembro de 2010

Era uma vez ...

"Era uma vez..."
Este sempre é o começo usado para transpor o mundo real. Do real para o imaginário. Muitas vezes, na expectativa de sermos brindados com um mundo de fantasias, onde as pessoas comuns são transformadas em super-heróis e o bem sempre vence o mal. Algumas vezes não, mas nem por isso, deixamos de ler, contar ou ouvir histórias.
Nessas horas nos permitimos refletir sobre a vida, sobre nós mesmos, caminhos tomados, rumos interrompidos, sonhos desfeitos, as conquistas, e, principalmente, a realização dos desejos...
Vygotsky, contribui com seus estudos do brincar, o faz-de-conta, afirmando que ele irá permitir que a criança aprenda e elaborar e resolver situações conflitantes que vivencia ou vivenciará no seu cotidiano.
A entrada da criança no mundo do faz-de-conta, marca uma nova fase de sua capacidade de lidar com a realidade, com os simbolismos e as representações, iniciando o processo de socialização, o qual está ligado ao desenvolvimento da identidade e autonomia, que o levará ao encontro do seu Outro-Eu.
Segundo Louis Paswels:
“Quando uma criança escuta, a história que se lhe conta penetra nela simplesmente, como história. Mas existe uma orelha detrás da orelha que conserva a significação do conto e o revela muito mais tarde”.
A pretensão, nesta fase que reinicia, é explorar o mundo imaginário da criança, desenvolvendo uma proposta que contribua significativamente na construção da identidade e da autonomia, frente às diversidades encontradas no cotidiano, integrando-as nas diferentes áreas do conhecimento.

"A principal atividade da criança até os seis anos é o brinquedo: é nele e por meio dele que ela vai se constituindo. Não se deve impor a seriedade e o rigor de horários de atividade de ensino para essa faixa etária. O trabalho com a criança até os seis anos de idade não é informado pelo escolar, mas um espaço de convivência específica no qual o lúdico é o central." Parecer CNE/CEB nº 39/2006, aprovado em 8 de agosto de 2006

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3 de junho de 2010

Contação de Histórias e Brinquedos

As crianças adoram histórias e é claro brinquedos. Vamos aproveitar e soltar a imaginação!
Contar histórias "é também suscitar o imaginário e ter a curiosidade respondida em relação a tantas perguntas, e encontrar outras idéias para solucionar questões (como as personagens fizeram...) É a possibilidade de descobrir o mundo imenso dos conflitos, dos impasses, das soluções que todos vivemos e atravessamos - dum jeito ou de outro - através dos problemas que vão sendo defrontados, enfrentados (ou não), resolvidos (o não) pelas personagens de cada história cada um a seu modo)... -Fanny Abramovich
Através da utilização de histórias, temos a oportunidade de representar cenas do cotidiano dos alunos.. O uso desse instrumento ajuda a criança a aprender como se relacionar de forma amigável, reconhecer e falar sobre diferentes sentimentos, lidar com a verdade e com a mentira, com a ira e com a dor, com o medo e atristeza e como se expressarem, o que lhes agrada e o que desagrada.
"Quando uma criança escuta, a história que se lhe conta penetra nela simplesmente, como história. Mas existe uma orelha que conserva a significação do conto e o revela muito mais tarde". Louis Paswels
É importante destacar que os valores e os ensinamentos conquistados, devem ser retomados e valorizados no sentido da construção da aprendizagem e do conhecimento. Sejam através de histórias ou das brincadeiras e brinquedos.
Além de proporcionar prazer e diversão, o jogo provoca o pensamento reflexivo na criança. fazendo com que ela se desenvolva social, cognitiva e afetivamente.
Enquanto brinca, a criança está pensando, criando e desenvolvendo, dentre outros fatores, o pensamento crítico...Rosalina G. Ferreira
Estas atividades criam possibilidades para a construção da afetividade, cooperação, autonomia, favorecendo a recepção de informações, de modo espontâneo e a apropriação das mesmas , de forma simples e eficiente.
Quando se brinca, se exercita as potencialidades, provoca o funcionamento do pensamento.

28 de maio de 2010

Desenvolvimento Moral

A capacidade que a criança tem utilizar os recursos pessoais disponíveis no momento, formar uma auto-imagem, através deste conhecimento desenvolver a criticidade, a auto-avaliação disposta a tranformar-se a si mesmo através de reflexões profundas, são elementos constitutivos e fundamentais na construção da identidade e da autonomia.
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Nesse sentido, a escola exerce uma função muito importante e significativa na formação moral da criança, preparando-o para a vida social, formando cidadãos cientes de seus atos, conscientes de seus deveres e direitos, ligada a particicpação efetiva dos pais no processo educacional. Concepções como "trabalho" e "familia", estruturam muitos dos valores que nos acompanham e configuram ao longo de nossas vidas.
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Para tanto, valores sociais devem ser cultivados a aprtir de reflexões e referências mais profundas.
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Para Piaget, a educação moral ou educação de valores não poderia jamais se dar na forma de im posição de valores, por melhor que estes fossem, nem deixada a livere escolha de cada um.
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Piaget (1996) argumernta que na moral os meios usados no ensino são tão fundamentais quanto os fins. Se quisermos educar para a autonomia, não é possível obtê-la por coação.
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Assim, a formação moral de alunos e/ou professores passa, obrigatoriamente, pelo exercício da construção de valores, regras e normas, pelos próprios entre si e nas situações em que sejam possíveis relações de trocas intensas, troca de necessidades, aspirações, pontos de vistas diversos, enfim, quanto maiores e mais diversas forem as possibilidades de trocas entre as pessoas, mais ampla poderá ser o exercício da reciprocidade.
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22 de maio de 2010

Planejamento

Planejar nem sempre quer dizer que será executado na íntegra.
Desde o início do estágio, é necessário rever e refazer o que foi planejado.
Percebo que para ter sucesso na execução das atividades propostas e que se evidencie a aprendizagem, é necessário que eu me ajuste a situações, seja flexivel e criativa.
Procuro desenvolver as atividades sempre fazendo relações com a realidade deles, de forma a facilitar o entendimento e incentivando a participação de todos.
Oportunamente, utilizo os momento das atividades livres e das brincadeiras para que sejam desenvolvidas atitudes de respeito, solidariedade, amizade, gentileza e cooperação nas relações com os outros, a vivência de novos sentimentos, valorizando o enriquecimento pessoal e cultural.
A criança precisa estar segura e estabilizada emocionalmente para participar da construção do conhecimento e da aprendizagem.

20 de maio de 2010

Valores

Ensinar não se restringe a repassar informações, consiste numa tarefa complexa. É auxliar a criança a tomar consciência de si mesmo, dos outros e da sociedade.
É reconhecer-se como pessoa, que tem direito e deveres e reconhecer o mesmo no outro.
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O exemplo disto são situações que ocorrem diariamente nas escolas, e também na turma do Pré-Escolar da Escola Eloy Brusch onde estou estagiando.
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São desenvolvidos conceitos que enfocam atitudes e valores, diretos e deveres, através de histórias ilustradas, desenhos e outros materiais disponíveis.
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As crianças identificam todas as "falhas e erros" dos personagens ou situações fazendo comentários pertinentes, mas afirmam que eles mesmos não fazem nada de errado.
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No entanto, quando alguém pede alguma coisas emprestada a outro, rapidamente recebe a resposta: "- Minha mãe disse que não é pra emprestar nada do meu material. É meu. Foi meu pai que comprou."
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Entre outras situações corriqueiras.
É muito dificil lidar com isso. Principalmente por que ja vêm doutrinados de casa.

16 de maio de 2010

Estágio. Prática. Aprendizagem

"... nas condições de verdadeira aprendizagem,
os educandos vão se transformando em reais sujeitos
da construção e da reconstrução do saber ensinado,
ao lado do educador,
igualmente sujeito do processo."
Paulo Freire
Mais um semestre se inicía. Diferente em todos os aspectos.
Estágio. Aprendizado. Exercício. Prática. A conclusão do processo de minha jornada. Este é o momento em que todas as etapas de minha formação serão colocadas à prova e apresentarão a concretização das ações e as intenções da profissão a que este curso se propõe a legitimar.
Acredito que este momento será de grande importância para minha formação profissional, onde poderei partilhar e aplicar, por à prova, nas práticas minhas teorias e aprendizagens adquiridas ao lomgo deste curso.
Desse modo, é necessário colocar em evidência, o principal elemento desta formação: o aluno.
Há que se levar em conta todos os aspectos envolvidos, principalmente ser consciente que é um agente transformador, uma vez que a criança busca na escola, adquirir bases de uma formação de qualidade e ser um integrante ativo na sociedade.
"Não sou apenas objeto da História,
mas seu sujeito igualmente. No
mundo da História, da cultura,
da política, constato não para me
adaptar, mas para mudar."
Pedagogia da Indignação, 2000

21 de outubro de 2009

MODELOS DE LETRAMENTO E AS PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO NA ESCOLA







A partir da leitura do texto “Modelos de letramento e as práticas de alfabetização na escola” (KLEIMAN, 2006), e do estudo da apresentação, pode-se dizer que a escola, sendo a mais importante agencia de letramento, não se preocupa com o letramento social e sim com um tipo de letramento, o escolar, porque a ela foi concebida historicamente esta função, o de direcionar seu trabalho exclusivamente para o processo de aquisição de códigos, ensinarem o reconhecimento das letras e números (alfabético, numérico), com isso diferenciando somente os ditos alfabetizados dos analfabetos.


A escola não tem formado sujeitos letrados e essa concepção de aprendizagem da linguagem da escrita com o desenvolvimento da linguagem abstrata choca-se com as práticas entendidas como leitura crítica e resgate da cidadania.





O exemplo de modelo de letramento ideológico permite discutir os pressupostos do modelo de letramento autônomo, relativizando e tornando-se um elemento potencial de transformação da prática escolar.

LEITURA, ESCRITA E ORALIDADE





Os professores têm a obrigação de falar e ler “correto”, abordar a leitura, sem considerar a escrita, é uma tarefa que não conseguiríamos levar adiante, pois a leitura e a escrita depende de regras da língua padrão.

É necessário que aja uma modificação nos métodos de aproximação dos fatos gramaticais, para que haja proveito para nossos alunos e que estes possam, ver as vantagens de uma reflexão sobre a língua, que resulte mais tarde numa sistemática desejável.

Acredito que ler e falar corretamente contribuirá para o aluno se preparar para ser inserido na sociedade. Ler e falar corretamente faz com que a pessoa se sinta mais confiante e com a “sensação” de que é parte integrante do meio. É uma das formas de desenvolver a autonomia.

CONCEITOS E FUNÇÕES DA EJA



Parecer CNE/CEB 11/00 - Conceito e funções da EJA


  • FUNÇÃO REPARADORA DA EJA, no limite, significa não só a entrada no circuito dos direitos civis pela restauração de um direito negado: o direito a uma escola de qualidade, mas também o reconhecimento daquela igualdade ontológica de todo e qualquer ser humano.


  • FUNÇÃO EQUALIZADORA DA EJA vai dar cobertura a trabalhadores e tantos outros segmentos sociais como donas de casa, migrantes, aposentados e encarcerados. A reentrada no sistema educacional dos que tiveram uma interrupção forçada seja pela repetência ou pela evasão, seja pelas desiguais oportunidades de permanência ou outras condições adversas, deve ser saudada como uma reparação corretiva, ainda que tardia, de estruturas arcaicas, possibilitando aos indivíduos novas inserções no mundo do trabalho, na vida social, nos espaços da estética e na abertura dos canais de participação.

  • FUNÇÃO QUALIFICADORA DA EJA – A tarefa de propiciar a todos a atualização de conhecimentos por toda a vida é a função permanente da EJA que pode se chamar de qualificadora. Mais do que uma função, ela é o próprio sentido da EJA. Ela tem como base o caráter incompleto do ser humano cujo potencial de desenvolvimento e de adequação pode se atualizar em quadros escolares ou não escolares.


A escola deve prever a seqüência mais adequada de tratamento dos componentes curriculares em espaços ou módulos de tempo, possibilitando ao aluno transitar por este currículo de acordo com o seu ‘tempo próprio’ de construção das aprendizagens.

A fixação da duração do curso é uma prerrogativa da Lei; a organização desse tempo é uma tarefa pedagógica; tornar viável esse cumprimento é uma solução a ser buscada na esfera administrativa.

O MENININHO


“O professor, além de ensinar, passa a aprender e o aluno além de aprender passa a ensinar. Nesta relação professor e aluno avançam no tempo. O professor construirá sua docência dinamizando seu processo de aprender. Os alunos construirão a cada dia sua discência, ensinando aos colegas e professor novas coisas, isto avança o processo de construir conhecimentos.” Paulo Freire






Em “O menininho”, de Helen Buckley, em que a professora dava modelos prontos e os alunos tinham que reproduzi-las mecanicamente, foi gradativamente podando a criatividade e a espontaneidade do menino.



A comunicação entre professor e aluno, é o fator determinante para que se tenha um aprendizado significativo, enfocando os princípios de valores, cooperação, ética, de forma que se oportunizem as trocas e vivências, sabendo lidar com as diferenças e a individualidades, respeitando cada um em sua diversidade e singularidade.


Os desafios a serem vencidos e os objetivos atingidos, baseiam-se em saber reconhecer as necessidades e os desejos do aluno, criando uma relação de confiança, dando oportunidade para que o aluno trabalhe de forma independente e que os mesmos tenham responsabilidades pelo planejamento de suas atividades.


Não quero ser como a professora da história, quero poder fazer a diferença na formação destes alunos, que possam desenvolver ações a partir de suas potencialidades, buscando caminhos satisfatórios para a compreensão do conhecimento, propiciando condições para a construção da autonomia, da cidadania e de uma sociedade emancipatória e justa.








COMÊNIO



Comênio já abordava sobre a necessidade de dar educação a todos, sem distinção de sexo, chamando a atenção dos educadores para a importância de se respeitar a capacidade de compreensão do aluno, como seres humanos dotados de inteligência, sentimentos e limites, usando um método onde os alunos aprendessem uma aprendizagem significativa e não decorassem simplesmente.

Esta aprendizagem deve ser iniciada pelos sentidos, da preocupação, da experiência do aluno e não a partir de teorias abstratas.



Comênio mostra a importância do bom relacionamento entre professores e alunos e a importância de oportunizar situações onde os alunos com maior facilidade de aprendizagem auxiliem os que têm maior dificuldade (cap. 19).




A obra mais importante de Comênio, "Didática Magna" (1657), marca o início da sistematização da pedagogia e da didática no Ocidente, inicialmente escritacomo "Didática checa", na qual ele desenvolveu suas idéias sobre o ensino. Já no prefácio, Comênio revela seu interesse pelo método: "A proa e a popa da nossa Didática será investigar e descobrir o método segundo o qual os professores ensinem menos e os estudantes aprendam mais."

Procuro a partir da experiência dos alunos, desenvolver estas habilidades em minha práxis, oportunizando situações em que os alunos exponham o que já sabem sobre o assunto trabalhado, que troquem experiências, que pesquisem e construam alternativas para a solução de problemas de forma a valorizar os saberes e aprendizagens dos alunos.

FORDISMO E TAYLORISMO


Realizando a leitura do texto de Santomé, este chama a atenção para as mudanças ocorridas a partir do século XX, referente à necessidade de introduzir as questões sociais e os problemas diários enfrentados na sala de aula. De acordo com as idéias de Taylor, os trabalhadores não podiam participar dos processos de decisão. Assim como no Fordismo, que demonstra uma filosofia que os interesses e as necessidades dos trabalhadores não tinha importância, somente o que eles produziam, trabalhando mecanicamente, sem compreender o todo, nem o sentido do que faziam.


Isto se refletiu na educação, onde os conteúdos que formaram o currículo escolar eram trabalhados de forma isolada, ignorando que o verdadeiro sentido da escola existir é o de preparar cidadãos para compreender, julgar e intervir na sua comunidade, de uma forma responsável, justa, solidária e democrática.


É evidente que a educação ao longo da história ainda se depara com problemas decorrentes das filosofias do Taylorismo e do Fordismo, pois os professores não recebem a devida valorização e nem seus alunos.

18 de outubro de 2009

ALFABETIZAÇÃO E A PEDAGOGIA DO EMPOWERMENT POLÍTICO


No texto “Alfabetização e a pedagogia do empowerment político” de Henry Giroux, o autor fala da descentralização de poderes pelos vários níveis hierárquicos da organização, permitindo a criação de maior motivação nos trabalhadores, motivação para a liberdade e livre iniciativa, ou seja, a autonomia. Freire revela a consciência política do ato educativo, baseado na problematização da realidade do aluno, dentro do contexto educativo, na busca da reflexão e da criticidade, apostando no ato pedagógico para a construção da libertação do indivíduo.
Freire nos aponta a importância e a necessidade de uma reflexão na qualidade de educadores, devemos criar o senso crítico buscar os conhecimentos e as vivências dos educandos como instrumento de aprendizagem. As condições mínimas para que exista a inclusão é ler e escrever.

SURDEZ






Constatamos que existem dificuldades até hoje em relação a esse tipo de diagnóstico, que realmente, há uma resistência, seja por falta de conhecimento, de cultura e do próprio preconceito, e até por vergonha da sociedade. Muitas vezes confinam essas crianças em suas próprias casas.

Isso se confirma como mostrado no filme, onde a sociedade trata Jonas como um incapaz, que não tem condições de realizar qualquer tarefa sozinha, e em função disso os pais deveriam mantê-lo afastado da rua, de tudo e de todos, simulando uma falsa proteção.

Mesmo diante de todas as dificuldades e todos os empecilhos, sempre existe alguém, que entende e que consegue se relacionar com a pessoa procurando alternativas para integrá-la na sociedade, como no filme.

Apesar de ser ficção, “a história de Jonas”, é uma realidade.

Há a necessidade de entender a situação das famílias e ter sensibilidade para perceber que estas pessoas se preparam para uma situação dita “normal” e se deparam com uma realidade “diferente”, e nestes casos são obrigadas a se ajustarem e a buscar alternativas que aliviem seu sofrimento e também, mascarar, camuflar esta situação para os que estão ao seu redor, de forma que estes não se sintam constrangidos ou incomodados.

Acredito que para haver a interação com as pessoas surdas, o aspecto mais importante é a língua de sinais. O surdo sabe ler e escrever, desta forma pode se comunicar. Para que haja uma comunicação e uma interação, tenho a necessidade, além de conhecer a Língua Brasileira de Sinais – Libras, também a Cultura Surda, através da vivência em sua comunidade.

18 de junho de 2009

O CLUBE DO IMPERADOR

O filme O Clube do Imperador, trata de um drama que envolve um professor de história, Sr. Hundert e um aluno que é obrigado pelo pai a estudar, Sedgewick Bell.
Desde o primeiro dia de aula, a insolência e a displicência estão presentes nas atitudes de Bell, tentando chamar a atenção de todos com suas gracinhas de mau gosto. Hundert o aconselha a deixar a estupidez de lado e estudar, empresta-lhe um livro dizendo que todas as matérias e assuntos estão nele e que irão ajudá-lo no Concurso Julio Cesar e o vencedor ganhará um coroa de louros como na Roma Imperial. Bell se dedica aos estudos.
O drama tem inicio quando Hundert está avaliando o ensaio dos alunos e fazendo a lista dos classificados, ao perceber que Bell foi bem nas provas mas não ficou entre os três finalistas, Hundert entra em conflito. Hundert acredita que Bell merece uma chance, mesmo sabendo que outro aluno tinha se saído melhor nas provas, deixa seus princípios éticos de lado e levado pela emoção, coloca Bell entre os três finalistas.
Durante a final do concurso, Hundert percebe que Bell está colando e tentando corrigir uma injustiça, pois para o professor, a vida de um cidadão deveria ser regida por princípios de integridade e honestidade, comunica o diretor o que estava ocorrendo. E então percebe que os valores que ele pregava e acreditava não eram compartilhados pelo diretor, que ao saber do fato simplesmente diz a Hundert para ignorar o ocorrido, pois o pai de Bell estava presente, um senador sem escrúpulos e com uma visão de valores corrompidos e deturpados, o qual só importa o poder e desprezando qualquer constituição de caráter e integridade.
Desacreditado na capacidade de a escola mudar o caráter do ser humano, Hundert se decepciona, numa tentativa de aplacar sua consciência moral e ser justo, faz então uma pergunta que não estava no contexto e que Bell responde dizendo não saber quem era Shutruk Nahunt, fazendo assim que o outro candidato fosse o vencedor.
Na decisão de Hunter, os princípios morais envolvidos foram a ética, integridade, justiça e caráter.
Quanto à decisão de Hundert em relação à manipulação dos resultados das provas para a classificação final e do resultado final do concurso, acredito não ter sido uma decisão correta, pois nas duas situações ele se deixou levar primeiramente pela emoção e não pela razão. Na tentativa de recuperar Bell e acreditar ser capaz de mudar o seu caráter e sua conduta, esqueceu de todos os princípios que acreditava e pregava, a ética e a retidão de conduta, o que o levou a um grande conflito moral e a culpa por ter prejudicado o aluno desclassificado.
E a questão de Hundert ter pedido desculpas a Martin vinte e cinco anos depois, deve-se ao fato que, Bell investiria alguns milhões de dólares na escola se tivesse uma revanche do concurso e que Hundert fosse o mediador, novamente Bell lhe mentiu e enganou. Levando-o dessa forma pedir a Martin desculpas e se redimir, confessando seu fracasso como professor. Martin não se sentiu prejudicado e disse a Hundert que ele não podia se culpar por um único fracasso. Os outros alunos provaram a Hundert que ele não havia falhado como professor, e por melhor que seja o professor, este não tem o poder de “moldar” o caráter de uma pessoa, a menos que a própria pessoa permita.

5 de maio de 2009

Inclusão


“O desenvolvimento humano é o resultado dos processos de mediação do sujeito com seu contexto sociocultural.” VIGOTSKY
Entende-se por inclusão a garantia a todos, do acesso continuo ao espaço comum da vida em sociedade. Do ponto de vista burocrático, cabe ao corpo diretivo buscar orientação e suporte das associações de assistência e das autoridades médicas e educacionais sempre que a matrícula de um aluno com necessidades especiais é solicitada.
A construção desse modelo implica transformar a escola, construir e pôr em prática no ambiente escolar uma pedagogia que consiga ser comum a todos os alunos no que diz respeito ao currículo, à avaliação e, principalmente, as atitudes.

PRINCÍPIOS EDUCACIONAIS INCLUSIVOS
  • Garantia do direito de todos à educação;
  • Reconhecimento e valorização da diversidade;
  • Acesso e condições de permanência;

Continuidade de estudos no ensino regular.


DECLARAÇÃO DE SALAMANCA (1994)

  • Escolas regulares com orientação inclusiva
  • Meio mais eficaz de combater atitudes discriminatórias
  • Alunos com necessidades especiais – acesso à escola regular
  • As escolas devem acomodar todas as crianças (Brasil, 2006, p. 330)


    Artigo 5º da Resolução 02/2001 CNE (2001) - Institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. p. 2.


Alunos com necessidades educacionais especiais


I - Dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de desenvolvimento que dificultem o acompanhamento das atividades curriculares, compreendidas em dois grupos:
a) aquelas não vinculadas a uma causa orgânica específicas;
b) aquelas relacionadas a condições, disfunções, limitações ou deficiências;

II – Dificuldades de Comunicação e Sinalização diferenciadas dos demais alunos, demandando a utilização de linguagens e códigos aplicáveis;

III - Altas habilidades/superdotação”



“A Educação deve ser um processo de construção de conhecimento ao qual ocorrem, em condição de complementaridade, por um lado, os alunos e professores e, por outro, os problemas sociais atuais e o conhecimento já construído” Fernando Becker


Projeto de Aprendizagem

Vou aproveitar este espaço para falar de minhas angústias durante a realização desta atividade.
Depois de muitas informações desencontradas, um dizia uma coisa, outro mostrava outra coisa, desta forma fomos construindo nosso PA. No inicio da construção, as dúvidas e verdades provisórias, ao menos para nós era o que parecia, estavam nos levando no caminho certo.
Até estávamos empolgadas, por que era uma forma nova de pesquisa, muito mais instigante e realmente se tinha mais vontade de fazer a atividade. Criamos em várias versões os mapas, utilizando o programa. Postamos. E a cada postagem parecia que cada vez estávamos mais longe do que era pedido. Estávamos erradas.
Chegou a ponto de não sabermos o que realmente era para fazer.
Daí, depois de tanta reclamação e desencontro, uma aula explicando o que de fato era para fazer e como fazer. Perguntei por que não tinham feito isso desde o começo. A resposta que tive foi que daí não teria graça, teríamos que descobrir errar, buscar, mudar, inovar.
Confesso que a partir disto fiz tudo muito injuriada e sem motivação alguma. Quando fico pensando no ocorrido lamento, pois se tivesse tido todas essas informações deste o começo, acredito que o trabalho teria ficado muito melhor.
Depois de muito erro, aprendi que um PA deve ter contexto, prender a atenção de quem estiver lendo, de forma clara e objetiva. A questão principal deve incentivar a busca de mais informações, como se estivéssemos em busca de um sabor, algo novo.
A partir das dúvidas e certezas provisórias bem fundamentadas e transformadas em certezas é que um PA vai se tornar interessante, dinâmico, inovador e construtor de conhecimentos, bem como outros aspectos relacionados, como o design, os registros durante a construção.
Espero poder construir um PA melhor depois de ter conhecimentos de todos esses procedimentos, até porque como é uma coisa nova em nosso cotidiano, a resistência é inevitável. O medo de fazer algo errado ou muitas vezes incompleto faz com que se desperdice a oportunidade de adquirir mais conhecimentos.Como em toda a aprendizagem, seja ela qual for, só se aprende pela dor. Não que neste caso tivesse sido dolorido, mas foi sofrido. Não saí ilesa. Ficaram cicatrizes.

O dilema do Antropólogo Francês

Dilema é um problema que oferece duas soluções, sendo que nenhuma delas é aceitável

Acredito que a atitude do antropólogo é baseada em suas próprias análises, e ao se deparar com a cultura e as crenças daquele povo, optou por respeitá-los, no momento a função dele era somente de analisar, observar, pesquisar e estudar os nativos e sua cultura, modo como viviam.

Não era a função dele, naquele momento, interferir na harmonia e convivência dos nativos.
A necessidade que o antropólogo tinha de conquistar o povo, acredito que era somente para poder conhecer melhor seus costumes, crença, ter as informações mais precisas e sem deturpações, ou seja, para poder ter mais subsídios para sua pesquisa, mesmo usando as informações, as atitudes dos nativos e as observações feitas pelo próprio antropólogo, mas sem a interferência dos habitantes.

Como aparentemente, a intenção do antropólogo era passar despercebida pelos nativos, tanto quer ele não queria interferir no modo de vida deles, optou por mentir para não ter que mudar sua avaliação e julgamento, e também porque não tinha idéia do que aconteceria ao povo e de que forma reagiriam.

Ele se obrigou a tomar uma postura enfrente ao questionamento do nativo e mentiu, mas, eles tinham esta crença da pele branca e a resposta que o nativo queria ouvir do antropólogo era esta. Até porque, nem os próprios nativos saberiam, talvez como agisse se fossem desacreditados, eles não estavam preparados para isso.

30 de abril de 2009

Ancestralidade

Através da leitura do texto Em busca de uma Ancestralidade Brasileira e da aula presencial constatei melhor a importância de pensar e repensar a identidade. É preciso trazer a figura dos antepassados para dentro da escola. É preciso fazer com que nossas crianças possam buscar a riqueza dos ancestrais. Isso fará com que compreendam a importância da identidade enquanto sujeito, integrante de uma sociedade.

O PARECER CNE/CP Nº 003/2004, DE 10/3/2004, homologado em 19 de maio de 2004, estabelece as diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e traz orientações de como a lei 10.639/2003 deve ser implementada. Este Parecer é pertinente às Diretrizes Curriculares para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, e visa regulamentar a alteração ocasionada à Lei 9394/96 de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, pela Lei 10639/2003 que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana na Educação Básica.
De acordo dados do Censo de 2002, foi constatado que 45% da população do País é negra. A urgência do estudo de assuntos decorrentes da história e cultura afro-brasileira e africana, as contribuições histórico-culturais dos povos indígenas, devem ser parte integrante dos estudos do cotidiano escolar. Analisado por este prisma, o assentamento dessa inclusão em prática de maneira decidida e apropriada no cotidiano da vida escolar, certamente, estaremos trabalhando com indicadores da qualidade da educação, considerando a pluralidade étnica e as características regionais que fazem parte da realidade brasileira.

A escola deveria contribuir para que princípios constitucionais de igualdade fossem viabilizados, mediante ações e com questões da diversidade cultural, indicando a necessidade de se conhecer e considerar a cultura dos diversos grupos étnicos.

Pedagogias de combate ao racismo e a discriminações devem ser elaboradas com o objetivo de fortalecer entre os negros e despertar entre os brancos a consciência negra. Para Borges (2002) a própria noção de identidade de uma cultura se dá por meio da consciência de suas diferenças em relação às outras culturas, sem que, para tanto, se criem juízos de valor que desqualifique uma em detrimento de outra .

"A aspiração de ser reconhecido como ser humano corresponde ao valor que chamamos de auto-estima. Ela leva os negros a desejarem libertar-se do estado de inferioridade a que foram relegados e desejarem libertar-se do estado de inferioridade a que foram relegados e desembaraçar-se das imagens depreciativas de si mesmos.
Particularmente, leva-os a lutar contra o racismo que representa, acima de tudo, uma negação de identidade configurada pela negação radical do valor das heranças histórica e cultural de onde advêm a discriminação e a segregação (D’Adesky, 1997)."

29 de abril de 2009

Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos

Empirismo

Na epistemologia empirista, a única fonte de conhecimento humano é a experiência adquirida em função do meio físico mediado pelos sentidos. Na perspectiva empirista, o ensino se dá centrado no professor que dita, fala, decide, ensina, pois crê que somente ele pode produzir algum novo conhecimento no aluno. Este, por outro lado, só aprende se o professor lhe ensina, lhe transfere o conhecimento.
Assim, o papel do aluno é escutar passivamente, executar ordens em silêncio, quieto, repetindo quantas vezes for necessário, até aderir em sua mente o conhecimento transmitido pelo professor. O sujeito encontra-se, por sua própria natureza, vazio, como uma "tábula rasa", uma folha de papel em branco.
Para Locke, o homem não pode atingir a verdade definitiva, pois tem nos fatos, e não nele, a fonte principal para tal explicação. Refuta a idéia das teorias inatas e com isso destaca a importância da educação e da instrução na formação do homem.
A pedagogia para os empiristas é diretiva. O aluno aprende se e somente se, o professor ensina.
O professor acredita no mito da transferência do conhecimento. O professor possui o saber e detém o poder estabelecido por hierarquia: "O professor ainda é um ser superior que ensina a ignorantes. O educando recebe passivamente os conhecimentos, tornando-se um depósito do educador" ( Freire, 1985, p. 38).

Apriorismo

A epistemologia apriorista opõe-se ao empirismo por considerar que o indivíduo, ao nascer, traz consigo, já determinadas, as condições do conhecimento e da aprendizagem que se manifestarão ou imediatamente (inatismo) ou progressivamente pelo processo geral de maturação. Toda a atividade de conhecimento é exclusiva do sujeito, o meio não participa dela.
Essas idéias inatistas seriam submetidas ao processo maturacional de forma pré-determinada ou a priori. A base do apriorismo é, portanto, que o sujeito está para o objeto, sem a interferência do meio.
A pedagogia apriorista é não-diretiva, difícil de viabilizar, portanto não é fácil de detectar sua presença na prática da sala de aula. O professor é um auxiliar do aluno, um facilitador.
O aluno já é um saber que ele precisa, apenas, trazer à consciência, organizar, ou ainda, rechear de conteúdo. O professor deve intervir o mínimo possível.


Construtivismo

O construtivismo ou interacionismo representa uma postura epistemológica que compreende a origem do conhecimento na interação do sujeito com o objeto.
Piaget traçou parelelos e analogias entre a Biologia e a Psicologia e mostrou que a inteligência é o principal meio de adaptação do ser humano. A inteligência não cria organismos novos, mas constrói mentalmente estruturas suscetíveis de aplicar-se às estruturas do meio.
Ela constitui uma atividade organizadora cujo funcionamento prolonga o da organização biológica e o supera, graças a elaboração de novas estruturas. A epistemologia construtivista propõe que o conhecimento não é dado como algo terminado, acabado. Um dos pressupostos do construtivismo é que nossa estrutura cognitiva está configurada por uma rede de esquemas de conhecimentos, os quais dependem do nível de desenvolvimento e dos conhecimentos prévios do sujeito aprendente.
No construtivismo, o sujeito e o objeto não são estruturas separadas, mas constitui uma só estrutura pela interação recíproca. Nesse sentido, a fim de propiciar que o aluno seja ativo e protagonista, na construção do conhecimento, surge a necessidade de o professor exercer um papel igualmente ativo, pois é ele quem dispõe das condições para que o aluno acione seus conhecimentos prévios, , o professor além de ensinar, aprende aquilo que o aluno já construiu até o momento, quer dizer “quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender” (FREIRE, 1996, p. 23).